Porto Alegre, Sábado, 26 de setembro de 2026
Brasil

PF investiga negociação de emendas por assessora de Flávio com miliciano

Maria de Fátima Bezerra Castro teria tratado de recursos com Robson Calixto, condenado no caso Marielle Franco.

Assessora de Flávio negociou emenda com condenado em caso Marielle

A Polícia Federal investiga a atuação de uma assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na negociação de emendas parlamentares com Robson Calixto, conhecido como “Peixe”. Condenado neste ano por organização criminosa no processo sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), Calixto é apontado como miliciano.

A apuração, deflagrada em julho deste ano, identificou que Maria de Fátima Bezerra Castro convidou Calixto para um evento com Flávio Bolsonaro. A intenção, conforme os investigadores, era cobrar pessoalmente o senador. No telefone de Calixto, o contato da assessora estava registrado como “Fafá Flávio Bolsonaro”.

As mensagens analisadas pela PF indicam, na avaliação dos investigadores, que Maria de Fátima era uma interlocutora direta de Calixto no gabinete do senador. Em novembro de 2023, ele pediu ajuda para manter um projeto do Ifop (Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio). “Amiga não esquece do Ifop não, vê se o Senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto”, escreveu Calixto. A assessora respondeu: “Reforça o pedido com o senador”.

Valores sob investigação

A PF apura se recursos destinados a entidades ligadas aos irmãos Brazão foram desviados. Os dois também foram condenados pelo assassinato de Marielle. A investigação foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Uma das entidades investigadas recebeu R$ 199 mil de uma emenda destinada por Flávio Bolsonaro ao Ifop. Também está sob análise o repasse de cerca de R$ 400 mil para o município de Barra do Piraí (RJ). O total enviado por emenda a uma organização investigada foi de R$ 599.128,00.

Em nota, Flávio afirmou que a emenda foi destinada conforme a legislação e os critérios técnicos do Ministério do Esporte. O senador disse ainda que a entidade apresentou notas fiscais, devolveu os valores não utilizados e que a execução dos recursos cabe à beneficiária.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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