Uma família instalou uma piscina no quintal por R$ 65 mil e, meses depois, passou a enfrentar uma disputa com o vizinho por causa de rachaduras no muro que divide os dois imóveis. O morador ao lado atribuiu os danos às escavações realizadas durante a obra, mas ainda não havia prova de ligação direta entre o serviço e as fissuras.
Eduardo Martins e Juliana Ribeiro contrataram uma empresa para fazer a escavação e instalar a estrutura. As máquinas trabalharam perto da lateral do terreno onde fica o muro. A obra terminou sem reclamações imediatas.
Algum tempo depois, Roberto Almeida procurou o casal e afirmou que as fissuras não existiam antes da instalação da piscina. Segundo ele, algumas rachaduras aumentaram gradualmente. O vizinho também levantou a possibilidade de a retirada de terra ter movimentado o solo próximo ao muro.
Eduardo disse que não recebeu alerta sobre esse risco durante a obra e ressaltou que a proximidade entre a piscina e o muro, por si só, não comprova a causa dos danos.
Avaliação técnica pode definir responsabilidades
A análise deve considerar a posição e a profundidade das rachaduras, as condições do terreno e a distância entre o muro e a área escavada. Fotos antigas, registros da obra, projetos e documentos da empresa também podem ajudar a verificar como estava a estrutura antes da intervenção.
Rachaduras podem estar relacionadas a problemas de fundação, infiltração, falhas antigas de execução ou movimentações do próprio terreno. Por isso, a presença da piscina perto do muro não determina automaticamente quem deve pagar pelo reparo.
O casal procurou a empresa responsável para entender quais cuidados foram adotados durante a escavação e se as estruturas vizinhas foram avaliadas. Se uma análise identificar falha na execução, a responsabilidade da empresa também poderá ser discutida.
A recomendação é evitar consertos antes da avaliação, porque o reparo pode eliminar marcas úteis para identificar a origem do problema. Se houver inclinação, deslocamento, aumento da abertura das rachaduras ou risco de queda, a segurança deve ser priorizada com uma avaliação técnica rápida.
O caso é fictício e mostra que a documentação dos danos, a reunião de registros anteriores e uma análise independente são medidas importantes antes da atribuição de responsabilidade.



