YARMOUTH, MASSACHUSETTS — Peixes chegaram às áreas estruturadas 93,4% mais rapidamente do que ao fundo arenoso usado como controle em observações subaquáticas. O dado faz parte de um estudo publicado em 2020 sobre um recife artificial instalado em Nantucket Sound.
A pesquisa comparou duas áreas artificiais, um recife natural e um trecho de areia com o uso de câmeras subaquáticas com iscas. Entre as espécies registradas estavam robalo, scup, tautog e linguados. O levantamento também apontou maior presença de peixes no recife mais antigo.
As estruturas serviram de abrigo e espaço de circulação para animais marinhos. Mergulhadores e equipamentos de sonar indicaram que elas continuaram funcionais durante décadas, embora parte dos pneus tenha se dispersado.
Como o recife foi formado
Em 1978, autoridades de Yarmouth instalaram 1.500 módulos no fundo do estreito. O conjunto ficou em uma área predominantemente arenosa, a cerca de 3,5 quilômetros ao sul da foz do rio Bass, onde havia pouca complexidade natural.
Cada módulo era composto por três a cinco pneus preenchidos com concreto e presos em feixes. A proposta era criar relevo sobre o fundo plano e oferecer superfícies rígidas para proteção e alimentação de peixes e invertebrados.
Em 1994, outras 1.000 unidades foram acrescentadas, levando o conjunto original a aproximadamente 2.500 módulos. O projeto foi desenvolvido pelo Departamento de Recursos Naturais de Yarmouth, com apoio da Divisão de Pesca Marinha de Massachusetts.
Expansão e monitoramento
O local recebeu autorização para a instalação de novos materiais em áreas menos ocupadas. Em 2020, foram colocadas mais de 2.200 jardas cúbicas de concreto e granito reaproveitados de outras obras.
O governo de Massachusetts lista peixes, lagostas e mexilhões azuis entre as espécies encontradas no recife. O acompanhamento também inclui mergulhadores e câmeras remotas, usados para observar a ocupação das estruturas pela fauna ao longo do tempo.



