Os Jogos Paralímpicos Rio-2016 começaram há 10 anos e marcaram a consolidação gradual do Brasil como potência paralímpica. A delegação brasileira teve 285 atletas, o maior número da história do país até então, além de conquistar 72 medalhas.
O total de participantes superou os 187 de Pequim-2008 e os 181 de Londres-2012. A presença brasileira continuou estável nas edições seguintes, com 258 atletas em Tóquio-2020 e 255 em Paris-2024.
Crescimento nas medalhas
O Brasil conquistou 33 medalhas em Atenas-2004, 47 em Pequim-2008 e 43 em Londres-2012. No Rio de Janeiro, chegou a 72 pódios, marca repetida em Tóquio-2020. Em Paris-2024, a delegação alcançou o recorde de 88 medalhas.
No número de ouros, o país terminou o Rio-2016 com 14, igualando o desempenho de Atenas-2004. O resultado ficou abaixo dos 16 de Pequim-2008 e dos 21 de Londres-2012, mas voltou a crescer em Tóquio-2020, com 22, e em Paris-2024, com 25.
Um dos principais legados dos Jogos foi o Centro de Treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), inaugurado em São Paulo em 23 de maio daquele ano. Desde a abertura, o espaço foi palco de 67 recordes mundiais e passou a ser referência para o esporte olímpico e paralímpico do Brasil.
O atletismo liderou a campanha brasileira, com oito ouros e 33 medalhas. A natação somou 19 pódios e quatro ouros, todos conquistados por Daniel Dias. No Rio, o nadador ganhou quatro ouros, três pratas e dois bronzes. Com os três bronzes de Tóquio-2020, chegou a 14 ouros, sete pratas e seis bronzes na carreira.
O Brasil também subiu ao pódio na bocha, no então futebol de cinco, no ciclismo, no futebol de sete, no goalball, no halterofilismo, no hipismo, no judô, na paracanoagem, no tênis de mesa paralímpico e no vôlei sentado.
A China liderou o quadro de medalhas pela quarta vez. Ao todo, foram quebrados 220 recordes mundiais e 432 recordes paralímpicos. Seis países estrearam nos Jogos, enquanto 83 tiveram bandeiras nos pódios paralímpicos.



