SANTOS — A cidade prepara um plano de R$ 200 milhões para reduzir os impactos de alagamentos, marés e eventos extremos. As intervenções podem beneficiar mais de 200 mil moradores e abrangem as bacias dos canais 1 a 7 e a Macrozona Leste.
O recurso foi aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentro do programa BNDES Cidades Resilientes. A aprovação, porém, não inicia as obras. A Prefeitura ainda precisa concluir estudos, projetos e licenciamento ambiental, além de definir quais soluções serão adotadas.
O planejamento inclui obras de macro e microdrenagem, modernização de canais e comportas, proteção costeira e requalificação urbana. Também estão previstas alternativas para aumentar as áreas permeáveis e melhorar a absorção da água da chuva.
Outra medida é a ampliação do Centro de Controle Operacional (CCO), com estimativa de R$ 80 milhões. A estrutura deverá reunir dados sobre drenagem, dragagem e funcionamento das comportas.
As intervenções devem ser realizadas ao longo de quatro a cinco anos, desde que todas as etapas necessárias sejam concluídas pela cidade.
Prédios inclinados
A Prefeitura acompanha 65 edifícios com desaprumo, principalmente entre os canais 2 e 6. Os imóveis ficam nos bairros Gonzaga, Boqueirão, Embaré e Aparecida.
De acordo com o município, as fundações usadas décadas atrás, combinadas com as características do solo da região, explicam a inclinação dos prédios. Essas estruturas não estão incluídas nos R$ 200 milhões do plano climático, e o reaprumo é tratado em uma frente separada.
Em agosto de 2026, a Prefeitura ainda não havia firmado acordo formal com o BNDES para financiar essas obras. Até lá, equipes acompanham os edifícios por meio de laudos periódicos.



