O Sol Nascente, no Distrito Federal, era a segunda favela e comunidade urbana mais populosa do Brasil em 2022, com 70.908 moradores, conforme o Censo Demográfico. A comunidade fica atrás apenas da Rocinha, no Rio de Janeiro, que reunia 72.021 pessoas. Paraisópolis, em São Paulo, ocupava a terceira posição, com 58.527 habitantes.
Localizado na Região Administrativa do Sol Nascente/Pôr do Sol, o território é classificado oficialmente pelo IBGE como Favela e Comunidade Urbana. A área começou como uma região rural ligada à antiga Região Administrativa de Ceilândia e passou por um crescimento acelerado.
O levantamento identificou 12.348 favelas e comunidades urbanas no país. Esses locais reuniam 16,4 milhões de pessoas em 2022, o equivalente a 8,1% da população brasileira.
Diferença de renda
A dimensão do Sol Nascente contrasta com o indicador de renda do Distrito Federal. Em 2025, a unidade federativa registrou rendimento nominal mensal domiciliar per capita de R$ 4.538, o maior do país. A média brasileira foi de R$ 2.316.
O valor representa uma média de todo o Distrito Federal e não indica que os moradores do Sol Nascente tenham rendimento equivalente. A unidade reúne áreas com condições socioeconômicas distintas.
Durante o trabalho de campo do Censo, o IBGE registrou problemas de infraestrutura, atendimento médico e transporte público na região. Depois disso, obras de drenagem, pavimentação e equipamentos públicos passaram a integrar as políticas destinadas ao território.
O governo do Distrito Federal informou que, desde 2019, cerca de R$ 600 milhões foram investidos em infraestrutura e equipamentos públicos no Sol Nascente/Pôr do Sol. A comunidade, portanto, está situada em uma unidade com a maior renda média do país, mas reúne desafios urbanos próprios e diferentes das condições observadas em outras áreas do Distrito Federal.



