SÃO PAULO — O CT Paralímpico recebe diariamente atletas que representam o Brasil em competições internacionais e também sedia torneios com participantes de vários países. A estrutura, construída em São Paulo para a Rio-2016, passou a integrar a preparação de uma nova geração do esporte paralímpico brasileiro.
Atualmente, milhares de atletas passam pelo centro ao longo do ano. No local, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) mantém ainda a Escola Paralímpica de Esportes, voltada à iniciação de crianças com deficiência física, visual e intelectual.
Exposição e visitação
Para marcar os 10 anos da Rio-2016, o CPB organizou uma exposição especial e abriu as instalações para o público. A visita incluiu espaços usados nos treinamentos e contou com a participação de Daniel Dias, maior medalhista paralímpico do Brasil.
“Hoje a gente ter esse tour e as pessoas não só conhecerem o CT, mas verem todo o trabalho do Comitê Paralímpico aqui, é incrível”, afirmou Dias. Segundo o nadador, adultos e crianças foram ao local para conhecer o trabalho desenvolvido e entender como o Brasil chegou ao quinto lugar no quadro de medalhas da Paralimpíada.
Impacto no desempenho brasileiro
O país já obtinha bons resultados antes dos Jogos do Rio, mas avançou no cenário paralímpico nos últimos 10 anos. O Brasil entrou no top-5 do quadro de medalhas em Paris-2024, e o CT é apontado como um dos pontos fundamentais desse crescimento.
Dias também relacionou parte de sua trajetória ao centro. Ele contou que fez ali as últimas braçadas antes da Rio-2016 e treinou no local durante o ciclo seguinte, até Tóquio. Para o atleta, a estrutura é um dos grandes legados dos Jogos do Rio, mesmo estando em São Paulo.
Além de receber treinamentos diários, o CT oferece instalações para competições internacionais. A movimentação reúne atletas brasileiros e estrangeiros, enquanto a escola do CPB amplia o acesso de crianças com deficiência ao esporte.



