Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Esportes

Natação mostra potencial para a cognição após os 60, mas evidências são limitadas

Revisões encontraram sinais de benefícios cognitivos, mas ainda não permitem afirmar que nadar previna demência ou preserve a memória.

Natação mostra potencial para a cognição após os 60, mas evidências são limitadas

A natação apresenta sinais promissores para a saúde cognitiva de adultos mais velhos, mas as evidências ainda são insuficientes para afirmar que a modalidade previna demência ou preserve a memória em todas as pessoas.

Uma revisão sistemática publicada em julho de 2026 analisou 17 estudos sobre o tema. Seis relataram melhora em algum aspecto do funcionamento cognitivo, enquanto apenas dois eram ensaios clínicos randomizados, o que limita a força das conclusões.

A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Universidade de Ottawa e da Université de Sherbrooke. Eles consultaram quatro bases de dados, encontraram inicialmente 3.915 registros e, após a seleção, incluíram estudos publicados entre 2007 e 2019, realizados em 11 países.

Os trabalhos envolveram adultos mais velhos com e sem comprometimento cognitivo. Além dos resultados relacionados à cognição, apareceram efeitos sobre atenção, ansiedade e depressão. As conclusões foram mais consistentes para o condicionamento cardiorrespiratório e a força.

Exercícios aquáticos

Outra revisão publicada em 2026 comparou modalidades de exercícios aquáticos para adultos com 60 anos ou mais. Foram analisados nove ensaios clínicos randomizados, com 324 participantes.

O exercício aquático que combinava movimento corporal e tarefas cognitivas apresentou a maior probabilidade de benefícios cognitivos. Foi também a única modalidade com diferença estatisticamente significativa em relação a não fazer exercício. Os autores, porém, recomendaram cautela devido ao número reduzido de estudos e participantes.

A possível relação entre natação e cérebro pode envolver a melhora da saúde cardiovascular, além das exigências de coordenação, controle da respiração, orientação espacial e atenção à técnica. Ainda assim, caminhada, corrida, ciclismo, dança, musculação e outras atividades também podem oferecer estímulos físicos e cognitivos.

A natação tradicional não é a única opção para quem busca exercícios na água. Hidroginástica, exercícios de resistência e atividades que combinam movimento e coordenação podem ser alternativas para quem não sabe nadar, desde que sejam feitas com segurança e orientação adequada.

Para quem começa depois dos 60, a recomendação apresentada é desenvolver familiaridade com a água e criar uma rotina sustentável, sem buscar imediatamente treinos longos ou intensos. Pessoas com limitações de mobilidade, doenças crônicas ou dificuldade para nadar devem procurar orientação profissional antes de iniciar uma atividade nova.

A conclusão atual é moderada: a natação pode contribuir para manter o corpo ativo e melhorar o condicionamento, enquanto seus possíveis efeitos sobre a cognição ainda estão em investigação. Não há evidência suficiente para dizer que ela seja superior a outras modalidades ou que previna demência.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.