O Flamengo votou contra a redução do limite de jogadores estrangeiros aprovada pelos clubes das Séries A e B do Brasileirão nessa segunda-feira (21). Marcos Motta, vice-presidente do departamento jurídico do clube, defendeu a continuidade da discussão e citou a Premier League como exemplo de modelo possível.
Segundo Motta, a mudança não fortalece o futebol brasileiro e há outras formas de proteger o mercado local. Ele afirmou que as regras poderiam considerar o tempo de formação dos atletas, sem levar em conta a nacionalidade.
“Isso não engrandece o produto, acho que existem outras maneiras de se proteger o mercado local”, disse Motta.
Novo limite de estrangeiros
A regra aprovada prevê uma redução gradual do número de atletas estrangeiros que cada equipe poderá inscrever. A partir de 2027, o limite será de oito jogadores por elenco. A quantidade cairá para sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.
Flamengo, Bahia e Londrina foram os clubes que votaram contra a proposta. Os demais times das principais divisões do futebol brasileiro apoiaram a alteração.
Motta mencionou o modelo da Premier League, que estabelece um limite de 25 atletas seniores, com 17 deles podendo ter mais de 25 anos. De acordo com o dirigente, a diferença está nos jogadores formados, e não na nacionalidade. Ele também afirmou que a discussão deve continuar nos próximos dias ou meses.
O vice-presidente jurídico do Flamengo avaliou ainda que a CBF tem conduzido o tema por meio de consultas, em alinhamento com o processo consultivo defendido pela FIFA. Para ele, o debate sobre a presença de estrangeiros no futebol brasileiro não terminou com a votação.
Atualmente, o Flamengo tem dez estrangeiros no elenco profissional: Arrascaeta, Varela, De La Cruz, Erick Pulgar, Rossi, Saúl Ñíguez, Plata, Carrascal, Anthony Valencia e Joaquín Freitas. O número está acima do limite previsto para 2027, mas o clube terá as próximas temporadas para se adaptar à regra.



