Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

Anvisa autoriza dois genéricos de liraglutida produzidos pela EMS

Medicamentos serão usados no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2; preço das novas opções ainda não foi divulgado.

Anvisa autoriza dois genéricos de liraglutida produzidos pela EMS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta terça-feira (8) a entrada de dois genéricos de liraglutida no mercado brasileiro. Produzidos pela farmacêutica EMS, os medicamentos serão indicados para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.

As novas opções têm como referência Olire e Linux, remédios da própria EMS que começaram a chegar às farmácias no fim do ano passado. O Olire é usado contra a obesidade, enquanto o Linux é destinado ao tratamento do diabetes. Na dosagem de 6 mg, os produtos são comercializados em canetas.

Preço e comercialização

Os medicamentos de referência são anunciados a partir de R$ 84 em grandes redes de farmácias na internet. O preço dos genéricos ainda não foi divulgado. Pela legislação, esse tipo de medicamento deve custar no mínimo 35% menos que o produto de referência.

Os genéricos não podem ser vendidos com nome comercial e precisam ser identificados pelo nome da fórmula. A autorização da Anvisa amplia as opções de medicamentos da classe conhecida como canetas emagrecedoras no mercado brasileiro.

A liraglutida pertence ao grupo dos agonistas do receptor de GLP-1, assim como a semaglutida e a tirzepatida. A substância estimula a liberação de insulina quando o açúcar no sangue está elevado, reduz a produção de glicose pelo fígado e retarda o esvaziamento do estômago, o que aumenta a sensação de saciedade.

Apesar de ter efeitos semelhantes aos de semaglutida e tirzepatida, a liraglutida geralmente precisa ser aplicada diariamente. Os outros dois medicamentos costumam ser administrados uma vez por semana. Estudos clínicos indicam que a tirzepatida tende a produzir maior redução de peso do que agonistas isolados de GLP-1, mas os resultados variam conforme a dose, o medicamento e o perfil de cada paciente.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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