Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

Ministério da Saúde instala no Rio unidade para resposta a desastres climáticos

Base da FN-SUS atenderá emergências na Região Sudeste e poderá ampliar equipes em articulação com estados e municípios.

Ministério da Saúde instala no Rio unidade para resposta a desastres climáticos

O Ministério da Saúde instalou nesta quarta-feira (9) uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) no Rio de Janeiro. A unidade foi criada para reforçar a resposta a emergências sanitárias e desastres relacionados às mudanças climáticas, como enchentes e ondas de calor, em estados e municípios da Região Sudeste.

A estrutura funciona na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na Glória, zona sul da cidade. O espaço reúne comunicação via satélite, drones, veículos, apoio para o deslocamento de equipes e um posto médico avançado. Em ocorrências de maior proporção, a capacidade poderá crescer com a participação de equipes e voluntários, em coordenação com governos estaduais e municipais.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a base consegue alcançar qualquer localidade da Região Sudeste em até 12 horas. A instalação busca diminuir o tempo de resposta e integrar ações do poder público, especialmente diante do El Niño.

Esta é a terceira base da FN-SUS no país. As outras duas estão em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). O Ministério da Saúde também informou que planeja abrir mais seis pontos até o fim do ano, em diferentes regiões.

As bases trabalham de forma integrada aos Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), que cruzam dados de clima, meio ambiente e demografia. Essas informações são usadas no planejamento de vigilância em saúde, prevenção de doenças e resposta a eventos extremos.

Riscos associados ao calor e a eventos extremos

Pesquisa da Fiocruz divulgada em junho registra 120 mil mortes no Brasil, em 20 anos, associadas à inação diante de ondas de calor. A instituição recomenda que o SUS ative sistemas antecipados de monitoramento e alerta.

Em nota técnica sobre a chegada do El Niño, a Fiocruz afirmou que enchentes, secas e queimadas podem desorganizar serviços, deslocar populações, aumentar a exposição a agentes infecciosos e ambientais, interromper tratamentos e agravar o sofrimento mental. A entidade defende ações preventivas com participação do SUS, da Defesa Civil, dos serviços de saneamento e da assistência social.

A instalação também considera pesquisa da Universidade Oxford sobre a vulnerabilidade de cidades a ondas de calor. No Brasil, 11 dos 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes foram classificados como vulneráveis. O Rio de Janeiro aparece na relação, ao lado de Goiânia e Manaus, que lideram o ranking.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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