Porto Alegre, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Saúde e treino

Ministério da Saúde pede análise de canetas contra obesidade no SUS

Pedido à Conitec considera medicamentos com semaglutida ou liraglutida após queda de 70% nos preços no Brasil.

Ministério da Saúde pede análise de canetas contra obesidade no SUS

O Ministério da Saúde protocolou na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) um pedido para avaliar a inclusão de canetas emagrecedoras na rede pública. A análise deve considerar medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida para o tratamento de pacientes com obesidade.

A pasta informou no documento que os preços desses produtos caíram 70% no Brasil em menos de um ano, em meio à ampliação da concorrência. Os dois princípios ativos já não têm proteção de patente no país. A semaglutida está presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy.

Até o momento, 25 canetas emagrecedoras foram registradas no Brasil. Desse total, 14 registros ocorreram em 2026, incluindo produtos fabricados no país e medicamentos genéricos. A expansão de fabricantes e distribuidores fez do Brasil o país com a maior variedade desse tipo de produto no mundo.

Critérios para acesso

Uma eventual incorporação ao SUS deverá definir critérios clínicos para o acesso. A proposta prevê priorizar pacientes para os quais o controle da obesidade possa trazer benefícios relevantes à saúde, com redução de complicações e da necessidade de procedimentos médicos de maior complexidade.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência da obesidade entre a população brasileira passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024. O aumento amplia a demanda por acompanhamento médico e tratamentos de longo prazo, com impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade do trabalho e nos gastos do sistema público de saúde.

A iniciativa também considera a primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso populacional e contínuo de terapias baseadas em receptores de GLP-1 para o tratamento prolongado da obesidade, publicada no final de 2025. A entidade defende acesso equitativo a essas terapias e preparação das redes públicas para evitar o aumento das desigualdades sociais e de saúde.

O Ministério da Saúde conduz ainda pesquisas por meio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), para avaliar o uso e os resultados dessas medicações em pacientes atendidos pelo SUS.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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