SÃO PAULO — O estado de São Paulo confirmou 58.271 casos e 41 mortes por dengue até 1º de setembro de 2026. No mesmo período, 81 dos 645 municípios paulistas estavam em epidemia, conforme o Painel de Arboviroses da Secretaria Estadual da Saúde.
A cidade de São Paulo concentra 9.805 casos confirmados e três mortes, mas tem incidência de 86,02 por 100 mil habitantes, abaixo do nível epidêmico. O distrito de Cidade Tiradentes, na zona leste, é o único da capital classificado nessa situação, com índice de 393,1 por 100 mil habitantes.
Critério e comparação
A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde definem epidemia quando a incidência supera 300 casos por 100 mil habitantes. O indicador é calculado pela multiplicação do número de casos novos por 100 mil, dividida pela população da área analisada.
O número de municípios em epidemia é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando 553 cidades estavam nessa condição. Em 2024, São Paulo tinha 590 municípios em epidemia. Naquele ano, foram registrados 2 milhões de casos e 2.129 mortes; em 2025, os números foram 855.132 casos e 1.112 óbitos.
A maior incidência do estado está em São João do Pau D’Alho, no Departamento Regional de Saúde Presidente Prudente. A prefeitura afirma realizar ações permanentes de orientação e combate à dengue. As medidas de conscientização, prevenção e controle das arboviroses são feitas pelos municípios no Sistema Único de Saúde.
Risco climático e vacinação
Especialistas afirmam que o El Niño pode aumentar os casos de dengue no país já a partir deste mês. Sul e Sudeste, regiões que concentram a maioria da população brasileira, têm maior risco de surtos.
O governo de São Paulo lançou o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño. No estado, o fenômeno costuma estar relacionado a temperaturas mais altas, chuvas irregulares e maior possibilidade de temporais, vendavais, alagamentos, enchentes e deslizamentos, principalmente na primavera e no verão.
A combinação de chuva e calor favorece a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A vacinação com a Butantan-DV está temporariamente suspensa após casos graves de reações adversas.
Adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a Qdenga, da Takeda, em duas doses, com intervalo de três meses. As vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde.




