Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Alho sob o travesseiro é tradição, não tratamento comprovado para o sono

O costume é associado à proteção e à purificação, mas não há evidências de que melhore diretamente o sono ou trate a insônia.

Alho sob o travesseiro é tradição, não tratamento comprovado para o sono
Foto: Ilustração/IA

Colocar um dente de alho embaixo do travesseiro antes de dormir é um costume popular associado à proteção, à purificação do ambiente e à busca por uma noite mais tranquila. Apesar da tradição, não há evidências robustas de que a prática trate a insônia ou melhore diretamente a qualidade do sono.

A crença está ligada a costumes antigos que atribuem ao alho propriedades de proteção. O cheiro característico do ingrediente também contribuiu para sua presença em diferentes tradições. Para algumas pessoas, manter o alimento próximo à cama pode criar uma sensação de segurança ou conforto durante o descanso.

Essas interpretações, porém, fazem parte do imaginário cultural e não devem ser confundidas com efeitos comprovados pela ciência. O alho tem compostos sulfurados, como a alicina, que são estudados por suas propriedades biológicas. Isso não significa que os mesmos efeitos sejam obtidos apenas deixando um dente do alimento próximo à cabeça durante a noite.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que propriedades atribuídas ao alho não autorizam seu uso como substituto de tratamentos médicos. A agência também reforça que o alimento não deve ser considerado um antibiótico.

O aroma pode ter efeitos diferentes de acordo com cada pessoa. Enquanto algumas podem considerá-lo agradável ou relaxante, outras podem se incomodar com o cheiro forte e ter o descanso prejudicado. Não há, portanto, uma regra de que o odor provoque relaxamento.

Quem decide experimentar o hábito costuma usar o dente inteiro. A casca evita o contato direto com o tecido da cama e reduz a possibilidade de deixar resíduos no travesseiro. Uma alternativa mais higiênica é colocar o alho dentro de um pequeno tecido limpo ou recipiente adequado. Não se deve usar um alimento úmido, mofado ou deteriorado.

O contato prolongado de alho cortado ou esmagado com a pele também pode causar irritação em determinadas situações. Pessoas sensíveis a cheiros fortes podem apresentar desconforto.

Como ritual pessoal, a prática pode fazer parte da rotina de quem acredita em seu significado ou gosta do aroma. No entanto, dificuldades frequentes para dormir, despertares constantes ou cansaço durante o dia não devem ser tratados apenas com esse costume e merecem avaliação profissional. O hábito permanece ligado principalmente à tradição, ao simbolismo e à experiência individual, sem benefício terapêutico comprovado.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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