Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Esportes

Aclimatação ao calor reduz o esforço, mas não elimina os riscos do treino

Exposição progressiva ao calor melhora a resposta do organismo, mas exige ajustes de intensidade, hidratação e horários.

Aclimatação ao calor reduz o esforço, mas não elimina os riscos do treino

A aclimatação ao calor pode melhorar a resposta do organismo durante exercícios em ambientes quentes. Com exposições repetidas, o corpo passa a controlar melhor a temperatura, dissipar calor com mais eficiência e conservar líquidos e eletrólitos.

A adaptação não é imediata. Recomendações de especialistas em medicina esportiva indicam que uma a duas semanas de exposição regular já podem provocar mudanças importantes. Para uma aclimatação mais completa, o consenso do Comitê Olímpico Internacional considera uma referência fazer sessões de 60 a 90 minutos por dia durante pelo menos duas semanas. Mesmo períodos mais curtos podem gerar alguns efeitos positivos.

O que muda durante o exercício

Os músculos produzem calor enquanto a atividade é realizada. Para evitar que a temperatura interna suba demais, o organismo aumenta o fluxo sanguíneo para a pele e produz suor. Em ambientes quentes e úmidos, porém, a evaporação do suor se torna mais difícil, o que eleva a demanda cardiovascular.

Com o processo de adaptação, o corpo pode suar de maneira mais eficiente, aumentar a capacidade de eliminar calor e melhorar a resposta cardiovascular. A percepção de esforço também tende a diminuir. Essas mudanças podem ajudar a manter a intensidade por mais tempo em condições semelhantes.

O possível benefício em temperaturas mais amenas ainda é estudado. Algumas adaptações, como o aumento do volume plasmático e a melhora da eficiência cardiovascular, não dependem exclusivamente do ambiente quente, mas isso não deve ser tratado como uma estratégia universal de treinamento.

Como reduzir a exposição ao risco

A aclimatação não permite treinar forte em qualquer condição. Calor intenso e umidade elevada podem dificultar o resfriamento do corpo. Quando a produção de calor supera a capacidade de eliminá-lo, cresce o risco de exaustão térmica e de outros problemas relacionados ao calor.

Náusea intensa, fraqueza fora do normal, queda abrupta de rendimento e sensação de mal-estar são sinais para reduzir ou interromper o treino. A atenção deve ser maior com iniciantes, idosos, pessoas com algumas condições de saúde e quem retorna à atividade depois de um período parado.

A intensidade pode ser reduzida, e o horário da atividade pode ser transferido para o início ou o fim do dia. A exposição também deve aumentar gradualmente, especialmente para quem vai competir em locais quentes ou começa a treinar no verão. A hidratação merece cuidado, porque a perda de líquidos pelo suor aumenta em exercícios prolongados e pode afetar o desempenho e a segurança.

O calor pode ser enfrentado com preparação, mas o organismo precisa de tempo para responder aos estímulos progressivos. Ajustar o treino e respeitar os próprios limites continua sendo necessário mesmo para atletas experientes.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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