MAINE — Witch Island, na costa do Maine, nos Estados Unidos, permanece desabitada e funciona como área de conservação depois que Jane Sewall transferiu a propriedade para instituições voltadas à proteção ambiental. O local pode ser visitado durante o dia, com acesso de caiaque e cerca de meia milha de trilhas.
A mudança começou em 1983, quando Sewall destinou cerca de um terço da ilha ao Maine Coast Heritage Trust. Três anos depois, em 1986, os dois terços restantes foram transferidos para a Maine Audubon Society. O objetivo era preservar o território como santuário de vida selvagem.
A administração passou posteriormente para a Damariscotta River Association. Após uma fusão em 2019, a responsabilidade ficou com o Coastal Rivers Conservation Trust. A instituição também mantém o programa Island School, que usa ocasionalmente uma cabana da ilha em atividades com estudantes.
Da ocupação à preservação
Sewall chegou a Witch Island aos 27 anos, quando comprou a propriedade em 1964. A ilha estava abandonada e tinha construções deterioradas. Ela ergueu uma casa simples na parte sul e viveu sozinha ali por 22 anos, em uma rotina próxima do mar e da natureza.
Durante esse período, Sewall retirou restos de estruturas antigas e instalou avisos para impedir fogueiras e reduzir danos à vegetação provocados por visitantes. A preocupação com o futuro do território também influenciou a escolha das instituições que receberiam a propriedade, em um período de mudanças nas regras tributárias dos Estados Unidos.
A ilha já foi chamada de Stewart’s Island e Davis Island e teve diferentes proprietários ao longo do século XIX. Entre as pessoas ligadas ao local estava Anna Loomis, atriz e depois clarividente conhecida como Grace Courtland e pelo apelido de “Bruxa de Wall Street”. A personagem contribuiu para consolidar o nome Witch Island.
Atualmente, a área reúne floresta costeira, praias, pontos de observação de aves e vestígios das antigas construções, incluindo a pequena casa de Sewall. Águias-pescadoras, águias-carecas e outras aves costeiras podem ser vistas na região. O espaço não tem moradores permanentes e mantém o uso controlado para conservação e atividades educativas.



