Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Esportes

Menopausa exige adaptação, mas não encerra a evolução no esporte

Treinos de força, atividades cardiovasculares e uma rotina ativa podem apoiar a autonomia, a saúde óssea e o bem-estar.

Menopausa exige adaptação, mas não encerra a evolução no esporte

A menopausa não precisa interromper a prática esportiva nem reduzir os objetivos de desempenho. A atividade física pode ajudar mulheres a preservar força, autonomia, saúde óssea, condicionamento e qualidade de vida nessa fase.

Força para as tarefas do dia a dia

O treinamento resistido ganhou destaque porque a força muscular está ligada a ações cotidianas, como carregar compras, subir escadas, levantar da cadeira, manter o equilíbrio e praticar esportes. A redução de massa muscular associada ao envelhecimento pode afetar essas capacidades, e o treino de força aparece como uma estratégia para enfrentar esse processo.

Uma revisão com 126 estudos e mais de 4 mil mulheres identificou ganhos significativos de força e melhora da massa funcional depois de programas de treinamento resistido, inclusive entre mulheres no período pós-menopausa.

Uma meta-análise publicada em 2026 também encontrou melhorias em indicadores cardiovasculares, como pressão arterial e controle autonômico, entre mulheres pós-menopausa que fizeram treinamento resistido.

Ossos, sintomas e bem-estar

As alterações hormonais da menopausa podem influenciar a composição corporal, a massa muscular, o metabolismo, o sono, a disposição e o bem-estar emocional. A redução dos níveis de estrogênio também está associada a mudanças na saúde óssea e ao aumento do risco de perda de densidade mineral óssea.

Exercícios de força e atividades com impacto controlado podem contribuir para a manutenção da estrutura dos ossos. Uma revisão sobre diferentes tipos de treinamento encontrou efeitos positivos na densidade mineral óssea de mulheres pós-menopausa, embora tenha apontado diferenças entre os protocolos e a necessidade de mais estudos.

Pesquisas também relacionam o exercício a benefícios para sintomas da menopausa, qualidade de vida, ansiedade e sintomas depressivos. O Hospital Israelita Albert Einstein destaca ainda a contribuição de uma rotina ativa para a massa muscular e óssea, a saúde cardiovascular, o controle do peso e o bem-estar emocional.

Modalidade deve caber na rotina

A musculação não é a única alternativa. Corrida, natação e outras práticas podem ser escolhidas conforme os objetivos, as preferências e as condições individuais. Atividades aquáticas oferecem menor impacto articular e podem ser uma opção para quem prefere exercícios na água. As modalidades também podem combinar treinamento, lazer, convivência e interação social.

O fator central é encontrar uma atividade sustentável. Para começar ou retomar, a recomendação apresentada é avançar de forma progressiva, combinar força, resistência e mobilidade, respeitar o próprio ritmo e buscar orientação quando necessário.

Cada mulher passa pela menopausa de maneira diferente. Por isso, avaliações individuais podem ajudar na escolha das estratégias. O esporte pode deixar de ter foco apenas na performance e incorporar metas ligadas à qualidade de vida, à independência e à confiança para continuar em movimento.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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