Rachaduras profundas, desgaste e umidade acumulada são sinais de que uma colher de pau pode dificultar a higienização e favorecer a permanência de resíduos. Nesses casos, a recomendação é substituir o utensílio, em vez de tentar prolongar seu uso.
A madeira pode absorver água e restos de alimentos, mas isso não significa que utensílios feitos desse material sejam automaticamente contaminados. Estudos sobre segurança alimentar indicam que algumas características da madeira também podem dificultar a sobrevivência de determinados microrganismos.
O cuidado deve começar logo depois do preparo dos alimentos. A colher precisa ser lavada com água corrente, detergente e uma esponja limpa. Toda a superfície deve ser esfregada, especialmente as áreas que apresentam marcas de uso. Em seguida, é necessário enxaguar bem e deixar a peça secar completamente em um local arejado.
Umidade e conservação
Deixar a colher de molho por muito tempo ou guardá-la ainda molhada pode criar condições para o acúmulo de sujeira. O mesmo ocorre quando o utensílio é colocado em gavetas ou recipientes fechados antes de secar. Locais sem ventilação adequada mantêm a umidade e podem aumentar o risco de contaminação.
As fissuras exigem atenção porque podem reter restos de comida e umidade em espaços difíceis de limpar. Alterações visíveis na superfície e desgaste excessivo também indicam que a peça deve ser retirada de uso.
A fervura pode reduzir a quantidade de microrganismos na superfície, mas não corrige rachaduras, sujeira impregnada ou danos provocados pelo uso prolongado. O cuidado vale ainda para tábuas, espátulas e outros utensílios de madeira.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta que os objetos usados no preparo de alimentos sejam mantidos em boas condições de higiene e conservação. A recomendação inclui evitar superfícies danificadas, que podem dificultar a limpeza completa.



