RIO DE JANEIRO — Levita de Deus Nunes, de 109 anos, Zoraide de Deus Mota, de 104, e Zulina de Deus Nunes, de 103, passaram a integrar uma pesquisa da Universidade de São Paulo sobre envelhecimento saudável. Juntas, as três somam 316 anos de idade.
Em junho de 2026, as irmãs foram reconhecidas pelo Guinness World Records como o trio de irmãs vivas mais velhas do mundo. Elas nasceram em Sergipe, entre 1917 e 1923, e vivem no Rio de Janeiro.
A longevidade também aparece em outros membros da família. A mãe das três chegou aos 100 anos, e uma tia viveu até os 101, conforme informações divulgadas sobre o histórico familiar.
O que os cientistas investigam
O caso chamou a atenção do Projeto DNA Longevo, coordenado pela geneticista Mayana Zatz, do Instituto de Biociências da USP. A iniciativa busca compreender por que algumas pessoas preservam capacidades físicas e cognitivas mesmo em idades muito avançadas.
De acordo com o Genoma-USP, os pesquisadores analisam perfis genômicos, moleculares e celulares de idosos que chegaram aos 90, 100 anos ou mais com boa saúde. Os resultados são comparados com dados de pessoas que desenvolveram fragilidade, doenças crônicas ou perda de capacidade cognitiva durante o envelhecimento.
A pesquisa também procura variantes genéticas possivelmente associadas à proteção contra problemas relacionados à idade. A presença de várias pessoas longevas na mesma família torna o grupo relevante para esse tipo de investigação.
O projeto pretende ampliar o número de participantes e reunir dados de centenas de centenários brasileiros. A longevidade, no entanto, não é atribuída a um único fator: os pesquisadores consideram a participação de aspectos genéticos, ambientais e sociais.
O objetivo é identificar mecanismos associados ao envelhecimento saudável e ampliar o conhecimento sobre como o organismo preserva suas funções ao longo das décadas.



