Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Renan Santos propõe fim de cursos gratuitos e da autonomia universitária

Candidato do Missão quer concentrar recursos públicos em ciência, tecnologia, engenharia e matemática e critica Fies e ProUni.

Renan Santos quer acabar com curso de Direito gratuito e outras duas graduações e chama Fies e Prouni de ‘fiascos’

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu o fim da autonomia universitária e dos cursos gratuitos de Direito, Sociologia e Antropologia. Ele também propôs concentrar os investimentos públicos do ensino superior nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Durante um evento na Câmara Americana de Comércio para o Brasil, nesta quinta-feira (9), Renan afirmou que a produção científica das universidades não tem “nada de útil” e criticou o modelo atual de financiamento da pesquisa. Para ele, os recursos devem ser direcionados a áreas ligadas ao aumento de produtividade, como tecnologia e biotecnologia.

“Uma briga que tem que ser comprada é acabar com a autonomia universitária”, declarou. O candidato associou a autonomia a um sistema próprio de reajustes salariais e a problemas de gestão, além de afirmar que as universidades não estariam orientadas para setores tecnológicos.

A Constituição Federal estabelece, no Artigo 207, que as universidades públicas têm autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial. Esse princípio permite que as instituições administrem suas atividades acadêmicas, administrativas e financeiras sem interferência direta do governo.

Cursos e programas de financiamento

Renan defendeu que estudantes interessados em Direito e Sociologia arquem com os custos da formação. “Quer fazer sociologia, quer fazer faculdade de direito? Pague”, afirmou. Ele também disse que o dinheiro público não deveria financiar a formação de antropólogos e sociólogos.

O candidato propôs ainda que os incentivos destinados a universidades privadas sejam concentrados em poucas instituições e defendeu a ampliação de parcerias entre universidades e empresas privadas.

Renan classificou o Fies, Fundo de Financiamento Estudantil, e o ProUni, Programa Universidade para Todos, como “fiascos”. Segundo ele, os programas endividaram estudantes, enquanto o sistema de renúncias fiscais do ensino superior beneficiou grupos educacionais que chamou de “fábricas de diploma”.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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