Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Renan Santos indica Paulo Cruz para o Ministério da Educação

Candidato do Missão anunciou o professor, filósofo e escritor, que critica as cotas raciais e defende foco no ensino básico.

Renan Santos anuncia ministro da Educação contra cotas - 03/09/2026 - Mônica Bergamo - Folha

O candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, anunciou Paulo Cruz como nome para comandar o Ministério da Educação em um eventual governo. O professor, filósofo e escritor foi apresentado durante o Show do Bacci.

Negro e crítico da política de cotas raciais, Cruz classificou a celebração dos dez anos da medida como uma “vitória de Pirro” em entrevista de 2022. Na ocasião, afirmou que as cotas não produzem ganho real para o Brasil e acabam mascarando deficiências da educação básica.

Ao anunciar a escolha, Renan disse que Cruz entende os problemas estruturais do ensino brasileiro e não recorre a soluções simplistas. O candidato também afirmou que o professor seria uma das pessoas mais brilhantes e inspiradoras para a função.

Cruz defende que as políticas educacionais priorizem o ensino básico. “O problema de origem, o problema real, é o ensino básico”, afirmou na entrevista. Para ele, as desigualdades começam antes da chegada dos estudantes à universidade e não são resolvidas pela política de cotas.

Apesar das críticas ao modelo, o professor declarou não ser contrário ao uso das cotas por pessoas que possam ser beneficiadas. Também disse que não se alinhava ao então governo Jair Bolsonaro nessa questão e que suas críticas tinham outros motivos.

Aos 47 anos, Cruz é formado em filosofia e em processamento de dados. Ele tem mestrado em ciência da religião pela Universidade Metodista de São Paulo e é professor desde 2014.

O professor relatou ainda ter sido chamado de “capitão do mato” nas redes sociais por causa de suas posições sobre ações afirmativas. Segundo ele, as críticas não o intimidavam e não impediam a defesa de posições conservadoras e do direito de discordar do pensamento predominante.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.