Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Alterações no ombro são comuns após os 40, mesmo sem dor

Estudo com 602 adultos mostra que achados na ressonância nem sempre explicam a dor ou indicam necessidade de tratamento.

Alterações no ombro são comuns após os 40, mesmo sem dor

Alterações no manguito rotador aparecem com frequência em pessoas com mais de 40 anos, inclusive entre aquelas que não sentem dor. Um estudo publicado no JAMA Internal Medicine indica que o resultado de uma ressonância magnética, isoladamente, pode não explicar o desconforto no ombro.

A pesquisa acompanhou 602 adultos finlandeses entre 41 e 76 anos, com idade mediana de 58 anos. Todos passaram por avaliação clínica e por exames dos dois ombros. Ao todo, 595 participantes, o equivalente a 98,7%, tinham pelo menos uma alteração no manguito rotador.

Achados também em pessoas sem sintomas

Entre os participantes, 492 não apresentavam sintomas no momento da avaliação. Ainda assim, 96% dos ombros desse grupo tinham alguma alteração. Nos ombros sintomáticos, a proporção chegou a 98%.

Os achados incluíam tendinopatia em cerca de 25% dos participantes, rupturas parciais em 62% e rupturas completas em 11%. A frequência e a gravidade das alterações aumentaram com a idade, mas a diferença entre pessoas com e sem dor foi pequena para a maioria dos resultados observados.

Isso não elimina a possibilidade de uma lesão estar ligada à dor ou à perda de função. A questão é que a imagem mostra a estrutura, enquanto a avaliação clínica considera também os sintomas, os movimentos e o funcionamento do braço.

Quando o exame é indicado

Uma revisão publicada em agosto de 2026 no JAMA Internal Medicine analisou o diagnóstico e o tratamento da dor no ombro na atenção primária. Os autores afirmam que muitos casos não traumáticos envolvem tecidos moles ao redor da articulação e que alterações estruturais podem aparecer sem explicar o que a pessoa sente.

Por isso, história clínica e exame físico têm papel central. Na ausência de trauma significativo ou de sinais de problemas graves, exames de imagem precoces não são indicados rotineiramente. O cuidado inicial pode incluir orientação sobre a evolução do quadro, controle dos sintomas, adaptação temporária das atividades e acompanhamento.

Exames podem ser necessários diante de trauma, perda significativa de função, suspeita de uma condição mais séria ou sintomas persistentes que não evoluem como esperado. Dor persistente, piora progressiva ou perda importante de força e movimento também justificam avaliação profissional.

Para quem pratica musculação, natação, tênis, vôlei ou outras atividades que exigem bastante dos braços, uma alteração na ressonância não significa automaticamente que seja necessário abandonar o exercício. A conduta deve levar em conta a intensidade da dor, a função do braço, o histórico e a evolução dos sintomas. Em situações sem trauma importante, a adaptação gradual das atividades pode fazer parte do manejo inicial.

A principal conclusão é que alterações no ombro são comuns depois dos 40 anos. O exame precisa ser interpretado junto com a avaliação clínica para determinar se o achado realmente está relacionado aos sintomas.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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