Exercícios realizados na água foram associados a uma redução modesta da dor e a uma melhora da capacidade física em adultos com sobrepeso ou obesidade e osteoartrite no joelho ou no quadril. O resultado foi identificado em uma meta-análise publicada em 2026, mas não indica que hidroginástica ou natação sejam tratamentos para qualquer problema no joelho.
O estudo reuniu 12 ensaios clínicos randomizados, com 1.057 participantes. Os programas avaliados eram estruturados e voltados a adultos com osteoartrite primária dos membros inferiores. Na avaliação conjunta, houve benefício para a dor e para a função física, mas a certeza das evidências foi considerada baixa.
Por que a piscina pode ajudar
A osteoartrite pode causar dor, rigidez e dificuldade para movimentar as articulações. No joelho, isso pode tornar mais desconfortáveis ações como caminhar, subir escadas e fazer exercícios com carga.
A flutuação diminui parte do peso suportado pelas articulações durante a atividade. A água também oferece resistência, permitindo movimentos e exercícios de força com exigências diferentes das encontradas em atividades fora da piscina.
Diretrizes do American College of Rheumatology e da Arthritis Foundation listam o exercício aquático entre as opções para pessoas com osteoartrite de joelho e quadril. Caminhada, fortalecimento e treinamento neuromuscular também são possibilidades. As recomendações não apontam uma modalidade como superior em todos os casos.
Benefício não foi superior ao exercício em solo
Na análise de 2026, o efeito sobre dor e função física variou de pequeno a moderado. Assim, a vantagem média observada não representa uma grande mudança nem permite prever o mesmo resultado para todas as pessoas.
Os pesquisadores testaram diferentes volumes de treinamento. Algumas comparações mostraram resultados favoráveis com sessões mais curtas ou menos frequentes, mas essas avaliações foram exploratórias. Ainda não há evidência suficiente para definir a duração das sessões, a frequência semanal ou o número de semanas mais adequado.
Uma análise anterior, com 22 estudos e 1.394 participantes com osteoartrite de joelho, também comparou as estratégias. Diante da ausência de exercício, as atividades na água melhoraram dor, rigidez e função física. Já na comparação direta com exercícios em solo, não apareceram diferenças significativas.
Isso indica que a piscina pode ser uma alternativa para quem sente desconforto, insegurança ou dificuldade para começar atividades fora da água. A escolha pode depender do acesso, da preferência, do condicionamento, das limitações individuais e da possibilidade de manter o programa. Diretrizes observam ainda que exercícios supervisionados tendem a apresentar melhores resultados.
Resultado não vale para toda dor no joelho
Os participantes da nova análise tinham osteoartrite no joelho ou no quadril e sobrepeso ou obesidade. Portanto, os achados não podem ser aplicados automaticamente a lesões de ligamento, tendinites, traumas, dores após corrida ou desconfortos sem diagnóstico.
Para pessoas com osteoartrite, o exercício integra as recomendações de tratamento, mas precisa ser adaptado às condições e preferências individuais. Dor intensa, inchaço importante, perda súbita de função ou sintomas persistentes exigem avaliação profissional.
A água pode facilitar o movimento e permitir o treino de força, mobilidade e capacidade aeróbica, mas não substitui a avaliação e não é uma solução única para todos os problemas no joelho.



