Uma análise de tratamentos não medicamentosos para osteoartrite no joelho apontou as joelheiras como uma das abordagens com maior probabilidade de melhorar dor, função e rigidez. O estudo também destacou a hidroterapia e os exercícios entre as opções mais bem avaliadas.
Comparação entre tratamentos
Os pesquisadores reuniram 139 ensaios clínicos randomizados, com 9.644 pacientes, e compararam 12 abordagens. Entre os métodos avaliados estavam exercícios, hidroterapia, joelheiras, laser, ultrassom, estimulação elétrica, palmilhas e kinesio taping.
Na análise geral, as joelheiras apresentaram os melhores resultados nos indicadores de dor, função e rigidez. Nos testes que mediam a dor durante atividades, o equipamento também ficou na primeira posição.
A possível explicação é que a joelheira pode oferecer estabilidade e alterar a distribuição das cargas recebidas pela articulação durante os movimentos. O resultado, porém, não significa que qualquer modelo seja adequado para todas as pessoas.
O tipo de osteoartrite, o alinhamento da perna, a estabilidade da articulação e o modelo escolhido podem interferir no efeito. Uma peça inadequada pode provocar desconforto ou pressão excessiva. Dor ao descer escadas também precisa ser investigada, porque diferentes problemas podem causar sintomas semelhantes.
Hidroterapia e exercícios
A hidroterapia ficou logo atrás das joelheiras na comparação geral e teve desempenho especialmente positivo para dor em repouso e no conjunto dos sintomas. Os exercícios também apareceram entre as abordagens mais bem posicionadas.
Diretrizes médicas mantêm a atividade física terapêutica como uma das bases do tratamento. Exercícios de menor impacto podem ser adaptados às limitações de cada paciente, especialmente quando há dor ou dificuldade nas articulações.
A análise teve limitações: os estudos apresentavam durações diferentes, muitos tinham poucos participantes e alguns registravam problemas metodológicos. Por isso, a joelheira não substitui avaliação médica, fisioterapia ou outros tratamentos. Medicamentos prescritos não devem ser interrompidos por conta própria, e a estratégia precisa considerar as características de cada paciente.



