Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Tai chi tem efeito mais consistente em osteoartrite e dor lombar

Revisão com 38 ensaios encontrou resultados positivos para osteoartrite e dor lombar, mas não confirmou benefício para todas as condições.

Tai chi tem efeito mais consistente em osteoartrite e dor lombar

Os efeitos do tai chi sobre a dor persistente variam conforme a condição analisada. Uma revisão sistemática com meta-análise publicada em 2026 encontrou redução da dor principalmente em pessoas com osteoartrite e dor lombar crônica. Para fibromialgia e outros problemas musculoesqueléticos, os resultados não foram estatisticamente conclusivos.

O estudo saiu em fevereiro na revista Frontiers in Pain Research e reuniu 38 ensaios clínicos randomizados, realizados entre 2000 e 2024. A análise envolveu adultos com dor musculoesquelética por mais de três meses e incluiu casos de osteoartrite, dor lombar, fibromialgia, dor cervical, artrite reumatoide e dor em diferentes partes do corpo.

Diferenças entre as condições

Treze estudos avaliaram participantes com osteoartrite, enquanto outros 13 analisaram pessoas com dor lombar. O tai chi foi associado a uma redução modesta da dor no primeiro grupo e a uma diminuição maior no segundo.

Uma análise publicada em julho de 2026 examinou especificamente a dor lombar crônica inespecífica. Foram considerados oito ensaios clínicos, com 526 participantes. Os resultados indicaram melhora da dor e de alguns indicadores de incapacidade funcional, mas não houve efeito significativo sobre a qualidade do sono.

Na fibromialgia, a revisão principal identificou uma tendência de melhora da dor, sem que o resultado atingisse significância estatística. A conclusão foi semelhante quando outras condições musculoesqueléticas foram reunidas na mesma análise.

Limites das evidências

Os estudos apresentaram diferenças no estilo de tai chi, na frequência e no tempo das sessões, nos grupos de comparação e nas características dos participantes. Essa variação dificulta estimar quanto uma pessoa pode melhorar.

A maioria dos programas durou cerca de 12 semanas. Ainda assim, as análises não mostraram uma relação clara entre praticar por mais tempo e obter maior redução da dor. Também não foi demonstrada superioridade de um estilo específico sobre os demais.

O American College of Rheumatology e a Arthritis Foundation recomendam fortemente o tai chi para pessoas com osteoartrite no joelho ou no quadril. As entidades também recomendam exercícios físicos de forma geral, sem indicar uma única modalidade como ideal para todos os pacientes.

Prática e segurança

O tai chi combina movimentos lentos e controlados, transferência de peso, equilíbrio, atenção, respiração e relaxamento. De acordo com o National Center for Complementary and Integrative Health, pesquisas com pessoas com osteoartrite apontaram melhora da dor, da rigidez, do equilíbrio e da função física. A entidade ressalva que ainda são necessários estudos de melhor qualidade para definir o tipo, a frequência e a duração mais adequados.

A revisão não registrou eventos adversos graves diretamente relacionados à prática. Foram relatados desconforto muscular, aumento temporário da dor lombar ou no joelho e necessidade de adaptar alguns movimentos. O NCCIH considera o tai chi geralmente seguro quando realizado de maneira adequada, mas recomenda atenção às adaptações necessárias para pessoas com condições médicas.

Assim, a prática pode ser uma opção complementar, sobretudo para osteoartrite e dor lombar. Ela não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento profissional, e os resultados disponíveis não permitem afirmar que funcione da mesma forma para todos os tipos de dor persistente.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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