Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

Anvisa autoriza vacina MenQuadfi para bebês a partir de 6 semanas

Ampliação inclui crianças pequenas na prevenção de infecções pelos sorogrupos A, C, W e Y; agência também aprovou medicamento contra toxicidade do metotrexato.

Anvisa autoriza vacina MenQuadfi para bebês a partir de 6 semanas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina MenQuadfi em crianças a partir de 6 semanas de idade. O imunizante já era indicado para adultos e passa a contemplar também bebês na prevenção da doença meningocócica invasiva associada aos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis.

A decisão considerou estudos clínicos com cerca de 6 mil bebês entre 6 semanas e menos de 12 meses. Os participantes receberam pelo menos uma dose, em diferentes esquemas de vacinação. A análise também incluiu dados de pouco mais de 5 mil crianças que tomaram uma dose de reforço a partir dos 12 meses.

A Anvisa informou que os resultados apontaram um perfil de segurança compatível com o observado em vacinas meningocócicas conjugadas. Não foram identificadas novas preocupações relevantes relacionadas ao produto.

A Neisseria meningitidis pode passar de uma pessoa para outra por gotículas de secreção. Em determinadas situações, a bactéria chega à corrente sanguínea e causa doença meningocócica invasiva. Conforme a agência, a infecção tem evolução rápida e pode ser fatal mesmo com tratamento adequado. A letalidade fica em torno de 10%, e até 20% dos sobreviventes podem ter sequelas permanentes e incapacitantes.

Medicamento para toxicidade do metotrexato

A agência também concedeu o registro do Voraxaze (glucarpidase), destinado a diminuir níveis tóxicos de metotrexato em pacientes com insuficiência renal aguda ou demora na eliminação da substância. A autorização vale para adultos e crianças com mais de 28 dias de vida.

O metotrexato é um imunossupressor utilizado em altas doses contra alguns tipos de câncer. O glucarpidase é uma enzima recombinante que degrada o medicamento e reduz rapidamente sua concentração no sangue, independentemente do funcionamento dos rins, criando uma alternativa para a eliminação do quimioterápico em níveis tóxicos.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.