Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

Anvisa registra Etcamah para câncer de mama avançado com mutação ESR1

Medicamento oral da AstraZeneca será avaliado pela CMED antes da definição do preço máximo no Brasil.

Anvisa registra Etcamah para câncer de mama avançado com mutação ESR1

A Anvisa aprovou o registro do Etcamah (camizestranto), medicamento oral da AstraZeneca do Brasil para pacientes com câncer de mama avançado ou metastático. A indicação contempla tumores receptor de estrogênio positivo (ER+) e HER2 negativo (HER2-).

O registro ainda será avaliado pela CMED, responsável por estabelecer o teto de preço para a comercialização de medicamentos no país.

O camizestranto é indicado quando o tumor desenvolve uma mutação no gene ESR1, alteração que pode permitir a continuidade da divisão das células cancerígenas mesmo durante a hormonioterapia. O medicamento pertence à classe dos degradadores seletivos do receptor de estrogênio: bloqueia o receptor hormonal e também leva a célula a destruí-lo.

Mudança no momento do tratamento

A indicação aprovada prevê a troca da terapia assim que a mutação for identificada no sangue por meio de biópsia líquida. A mudança pode ocorrer antes de sinais visíveis de progressão em exames de imagem, como tomografias.

Essa estratégia foi avaliada no ensaio clínico Serena-6, que acompanhou 315 pacientes. As participantes que receberam camizestranto após a detecção da mutação tiveram redução de 56% no risco de avanço da doença ou morte em comparação com aquelas que continuaram com o tratamento hormonal anterior.

O período médio de controle da doença, sem crescimento do tumor, aumentou de 9,2 meses para 16 meses.

O medicamento também recebeu aprovação da FDA em 4 de setembro, por meio de autorização acelerada. Esse mecanismo permite aprovar tratamentos para doenças graves com evidências iniciais de benefício enquanto estudos posteriores confirmam os resultados.

Globalmente, o câncer de mama foi responsável por estimados 2,4 milhões de novos casos e 694 mil mortes em 2024, segundo a OMS. A estimativa é de que uma em cada 20 mulheres desenvolva a doença ao longo da vida.

No Brasil, o Inca estimou 73.610 novos casos por ano no triênio de 2023 a 2025. O número corresponde a 30,1% dos diagnósticos de câncer registrados entre as mulheres no país. O tratamento depende das características do tumor e do estágio da doença e pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e medicamentos direcionados a alterações genéticas e moleculares específicas.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.