A falta de tempo livre aparece como um dos principais impactos da escala 6×1, segundo pesquisa nacional do Instituto Locomotiva. Entre os trabalhadores submetidos a esse regime, 67% relatam piora na saúde mental, enquanto 62% afirmam ter desenvolvido problemas físicos relacionados ao excesso de trabalho.
O levantamento, realizado em todo o país, também indica que 63% dos profissionais consideram que a jornada comprometeu sua vida de forma geral. Nesse modelo, são seis dias de trabalho para um dia de folga.
A pesquisa foi conduzida por Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Para ele, a insatisfação está relacionada ao desgaste provocado pelas folgas insuficientes e ao pouco tempo disponível fora do trabalho. “Na percepção de quem trabalha em escala 6×1, o problema está no tamanho da vida que sobra depois do trabalho”, afirmou.
De acordo com a análise apresentada por Meirelles, os efeitos da rotina alcançam diferentes dimensões do cotidiano. Entre elas estão a saúde mental, o descanso, a convivência familiar e a manutenção das relações pessoais.
O tema é discutido enquanto avança no Congresso Nacional uma PEC que trata do fim da escala 6×1. A proposta busca alterar as regras atuais, que permitem apenas um dia de descanso semanal aos trabalhadores.
A pesquisa aponta ainda que mais de 60% das pessoas submetidas a esse regime percebem prejuízos na qualidade de vida. O levantamento reúne respostas sobre os efeitos da jornada na saúde e na rotina dos profissionais brasileiros.



