Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

Jornalistas relatam insônia, depressão e violência digital em pesquisa nacional

Levantamento com 257 profissionais aponta também baixo apoio no trabalho, assédio moral e consumo de álcool de risco ou nocivo.

Jornalistas relatam insônia, depressão e violência digital em pesquisa nacional

Um levantamento com 257 jornalistas brasileiros identificou taxas elevadas de sintomas de insônia, ansiedade e depressão, além de relatos de assédio e baixo apoio social no ambiente profissional. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (14).

Entre os participantes, 50% disseram enfrentar quadro de depressão. Desse grupo, 9% classificaram os sintomas como severos e 16% como extremamente severos. Episódios típicos de ansiedade foram relatados por 36%, enquanto 48% afirmaram sofrer com sintomas de insônia.

O índice de insônia supera os percentuais registrados em diferentes capitais pelo relatório Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil) 2006-2024, do Ministério da Saúde. O documento aponta taxas entre 28,7% e 38%.

Assédio e apoio no trabalho

O estudo também apontou que 61% dos entrevistados recebem baixo apoio social, considerado a interação com colegas e superiores. As autoras relacionam esse cenário ao baixo controle sobre atividades realizadas sob pressão e a uma avaliação de satisfação profissional levemente abaixo da média.

O assédio moral foi relatado por ao menos 26% dos jornalistas, percentual que pode alcançar 37% conforme os critérios usados na pesquisa. O cyberbullying teve prevalência de 30%.

Em relação ao consumo de álcool, 18,7% apresentaram padrão de uso de risco e 1,6%, uso nocivo. Outros 1,2% tiveram respostas que indicaram provável dependência. A pesquisa considera que, somados às características do trabalho jornalístico, o dinamismo e o estresse ampliam os riscos psicossociais da categoria.

Produzido pela Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho (Fundacentro), com apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o estudo foi apresentado em reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional. As autoras Bruna Balarotti e Elaine Cristina Marqueze defendem ações de empregadores, entidades de classe e formuladores de políticas públicas.

A presidenta da Fenaj, Samira de Castro Cunha, afirmou que os dados mostram altas taxas de estresse, ansiedade, depressão, insônia, assédio moral e violência digital. Para as pesquisadoras, os efeitos das condições de trabalho alcançam uma atividade essencial ao funcionamento das instituições democráticas.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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