Depois dos 50, a perda de viço da pele pode estar ligada a mudanças naturais do envelhecimento, e não apenas à falta de hidratação. A renovação celular fica mais lenta, a retenção de água diminui e a produção de colágeno e elastina cai.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica explica que, com o passar dos anos, a pele tende a ficar mais fina e ressecada. A redução da microcirculação também pode diminuir a luminosidade e alterar a forma como o rosto reflete a luz.
Fatores que influenciam a aparência
Em uma revisão médica do DermNet, a dermatologista Jean Ayer, vinculada à Universidade de Manchester, no Reino Unido, afirma que os sinais do envelhecimento intrínseco costumam ficar mais evidentes entre 50 e 60 anos. Nas mulheres, essas mudanças podem aparecer antes por causa da redução da proteção estrogênica durante a menopausa.
A exposição solar acumulada, o tabagismo e os poluentes também podem intensificar a aspereza, as manchas e o tom amarelado. Por isso, a aparência opaca pode ter várias causas, e nenhum creme consegue reverter sozinho todos esses processos.
Cuidados recomendados
A hidratação continua sendo importante. A Academia Americana de Dermatologia recomenda o uso de produto de limpeza suave, hidratante e protetor solar de amplo espectro com FPS 30 ou superior.
A entidade também orienta não esfregar a pele e ter cautela com esfoliações, já que a pele mais fina pode se irritar. A regularidade dos cuidados deve ser acompanhada de menor agressão à barreira cutânea.
Mudanças repentinas ou acompanhadas de coceira, vermelhidão, feridas ou novas manchas precisam ser avaliadas por um dermatologista. A consulta pode ajudar a identificar causas específicas e ajustar a rotina sem aumentar a sensibilidade.



