Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Esportes

Creatina pode melhorar a força de pessoas acima dos 60 anos, aponta revisão

Estudo indica benefício pequeno e significativo quando o suplemento é combinado com treinamento de resistência.

Creatina pode melhorar a força de pessoas acima dos 60 anos, aponta revisão

A creatina pode melhorar a força muscular de pessoas com 60 anos ou mais quando é combinada com treinamento de resistência. Os efeitos do suplemento usado sozinho e os ganhos de massa muscular ou capacidade funcional ainda não têm conclusão definitiva.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2026 analisou 11 ensaios clínicos randomizados com adultos de 60 anos ou mais. Os estudos compararam participantes que fizeram treinamento de resistência com e sem creatina. O grupo que utilizou o suplemento apresentou melhora pequena, mas significativa, na força muscular.

O papel do treinamento

Com o envelhecimento, pode ocorrer redução gradual de massa muscular, força e potência. Essas mudanças podem dificultar tarefas como levantar da cadeira, carregar objetos, subir escadas e manter o equilíbrio.

A creatina participa do sistema de energia rápida das células musculares e pode favorecer a realização de esforços intensos e curtos. A hipótese é que o aumento da disponibilidade desse composto ajude na adaptação ao exercício ao longo do tempo.

A evidência disponível, porém, envolve principalmente pessoas que também fazem treinamento de força. Na revisão de 2026, o benefício mais consistente apareceu na força muscular. Para massa muscular e função física, os resultados não foram definitivos.

Massa muscular e indicação

Algumas revisões anteriores identificaram aumento de massa livre de gordura quando a creatina foi associada ao treinamento de resistência em adultos mais velhos. Análises recentes, porém, apontam variações conforme a população estudada, a duração da intervenção, o método de avaliação e as características do treino. A revisão de 2026 encontrou efeito positivo, mas sem diferença estatisticamente significativa para massa muscular.

A idade, sozinha, não define a necessidade de suplementação. Pessoas com doenças renais ou outras condições clínicas devem conversar com um profissional de saúde antes de iniciar o uso. Os resultados também não devem ser aplicados automaticamente a idosos frágeis, com sarcopenia avançada ou limitações funcionais importantes, grupos que ainda precisam de estudos específicos.

A creatina pode complementar o treinamento, mas não substitui o exercício. Uma estratégia mais ampla inclui treino de força regular, alimentação adequada, ingestão suficiente de proteína, sono adequado e uma rotina ativa. O objetivo é preservar a capacidade de realizar atividades do dia a dia com independência.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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