Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Esportes

Estudo vê resultados parecidos entre proteínas vegetais e animais após os 50

Revisão com 29 ensaios aponta efeitos semelhantes sobre músculos, força e a maioria dos indicadores cardiometabólicos.

Estudo vê resultados parecidos entre proteínas vegetais e animais após os 50

Uma revisão publicada em 19 de agosto de 2026 encontrou resultados semelhantes entre proteínas vegetais e animais em adultos com 50 anos ou mais. A análise considerou composição corporal, força e a maior parte dos indicadores cardiometabólicos avaliados.

O trabalho, divulgado na revista Clinical Nutrition ESPEN, reuniu 29 ensaios clínicos randomizados e 2.363 participantes. Cerca de 61% eram mulheres. Os estudos compararam intervenções com proteínas de origem vegetal ou animal por períodos superiores a um mês.

O que mudou nos indicadores avaliados

Na comparação entre os grupos, não apareceu diferença significativa na massa magra nem na força de preensão das mãos. A maioria dos exames de sangue também apresentou resultados próximos.

O colesterol total foi o único indicador com uma pequena vantagem estatística para as proteínas vegetais. Ainda assim, os resultados variaram bastante entre os estudos. As diferenças nos métodos, nos participantes e nas intervenções diminuem a segurança de uma conclusão geral sobre esse efeito.

A composição das intervenções limita a comparação. Em 25 dos 29 estudos, a soja foi a principal fonte vegetal, enquanto 23 pesquisas usaram proteínas isoladas ou produtos feitos com isolados. Entre as fontes animais, os derivados do leite foram predominantes. Assim, os resultados não permitem afirmar que qualquer alimento vegetal tenha o mesmo valor nutricional de qualquer alimento animal.

O que outras análises indicam

Uma meta-análise publicada em 2026 examinou a síntese de proteína muscular, processo relacionado à produção de novas proteínas no músculo após a alimentação. Os dados apontaram uma pequena tendência favorável às fontes animais, sobretudo entre participantes de 65 a 85 anos. A diferença foi pequena e veio acompanhada de incerteza considerável.

Uma revisão de 2025 também observou uma vantagem discreta das proteínas animais para massa muscular quando todos os participantes foram analisados. Esse efeito não permaneceu no grupo com 60 anos ou mais. Não foram encontradas diferenças significativas em força ou desempenho físico.

Proteína não é o único fator

Especialistas em nutrição geriátrica destacam que a preservação muscular depende da quantidade total de proteína e da prática de atividade física, especialmente exercícios de resistência, como musculação. Para adultos saudáveis com mais de 65 anos, recomendações de grupos de especialistas costumam ficar entre 1,0 e 1,2 grama de proteína por quilo de peso corporal por dia.

Esse intervalo não é uma indicação individual. Doenças renais, outras condições médicas, nível de atividade e objetivos pessoais podem alterar a necessidade de cada pessoa.

As evidências reunidas não indicam que seja obrigatório eliminar alimentos de origem animal, nem que a manutenção dos músculos seja impossível sem eles. Fontes vegetais podem integrar uma alimentação com proteína suficiente, variedade e planejamento. A análise sugere que avaliar apenas a origem da proteína não contempla todos os fatores envolvidos na força e na massa muscular após os 50 anos.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.