Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Esportes

Como a preparação mental passou a integrar o treinamento esportivo

Psicólogos do esporte atuam na prevenção, na confiança e na comunicação, sem substituir o treino físico ou garantir resultados.

Como a preparação mental passou a integrar o treinamento esportivo

A preparação mental passou a fazer parte da rotina de clubes e seleções. Psicólogos do esporte trabalham com atletas e equipes para desenvolver recursos ligados à concentração, à confiança, à comunicação e à tomada de decisões sob pressão.

A atuação não se limita aos períodos de crise. O profissional também ajuda a preparar os atletas para competições, lidar com ansiedade, reagir a erros e derrotas e manter o equilíbrio diante das exigências da carreira.

Pressão dentro e fora das competições

Atletas convivem com cobrança por resultados, medo de perder espaço, críticas públicas, exposição nas redes sociais e incertezas profissionais. Carla Di Pierro, psicóloga do Comitê Olímpico do Brasil, destaca que a exposição digital e a cobrança constante ampliaram as pressões enfrentadas no ambiente esportivo.

Sentir ansiedade antes de uma partida ou prova é uma reação comum. A preocupação aparece quando essas emoções começam a prejudicar a vida do atleta ou sua capacidade de competir. Por isso, o acompanhamento psicológico também é tratado como medida preventiva.

Decisões, confiança e relacionamento

Em momentos decisivos, como uma final olímpica, uma disputa de pênaltis ou uma última tentativa, o trabalho mental busca ajudar o atleta a manter a atenção na tarefa. O acompanhamento também pode contribuir para a recuperação da confiança depois de uma derrota, de um erro importante ou do retorno de uma lesão.

Nas modalidades coletivas, comunicação, liderança e relacionamento entre atletas e comissão técnica fazem parte do processo. A psicologia do esporte considera a relação entre emoções, comportamento e desempenho e pode envolver atletas, treinadores e equipes.

Uma parte do treinamento

O psicólogo não faz um atleta ganhar. O desempenho depende de fatores como a preparação física e as condições da competição. A função do profissional é ajudar o atleta a desenvolver habilidades para enfrentar esses desafios, dentro de uma estrutura que também inclui outras áreas.

A psicologia do esporte pode se concentrar na preparação mental e no ambiente competitivo. Já a psicoterapia trata de questões emocionais e psicológicas mais amplas, relacionadas ou não ao esporte. Em alguns casos, o acompanhamento clínico e o trabalho esportivo podem ocorrer em conjunto.

A mudança na forma de tratar a saúde mental também alcança praticantes recreativos. Corredores, competidores amadores e pessoas que começam uma modalidade podem enfrentar medo de falhar e pressão por resultados.

O treinamento, portanto, não é dividido apenas entre corpo e mente. A preparação física, técnica e emocional integra o desenvolvimento esportivo, enquanto o bem-estar continua sendo parte desse processo.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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