Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

Morte de triatleta em Brasília reforça cuidados antes e durante exercícios

Cardiologista orienta acompanhamento médico, atenção aos sintomas e medidas de reanimação em casos de parada cardíaca.

Morte de triatleta em Brasília reforça cuidados antes e durante exercícios

A empresária e triatleta Rachel Furtado, de 46 anos, morreu no último sábado (12/9) após sofrer um mal súbito durante atividades físicas no Parque da Cidade, em Brasília. O caso reforça a importância da avaliação médica e da atenção aos sinais apresentados durante o exercício.

O professor de medicina e cardiologista Luciano Janussi Vacanti, do Centro Universitario de Brasília (CEUB), afirma que manter uma vida ativa não elimina o risco de problemas cardiovasculares. Em algumas situações, o esforço pode desencadear complicações, por isso ele recomenda acompanhamento médico regular para atletas.

As causas variam conforme a idade. Entre pessoas mais jovens, Vacanti cita cardiomiopatias, como a hipertrófica e a arritmogênica, além de doenças elétricas hereditárias, como a síndrome do QT longo e a síndrome de Brugada. Em adultos acima dos 35 anos, a doença arterial coronariana ganha maior relevância e pode provocar isquemia, infarto e arritmias ventriculares durante o esforço.

Sinais de alerta

Aumento da frequência cardíaca e cansaço podem ocorrer durante a atividade física. Já dor no peito, falta de ar desproporcional ao esforço, tontura, náusea, desmaio, palpitação acompanhada de sintomas, sudorese fria e palidez exigem atenção médica.

“Se o sintoma desaparece após interromper o exercício, mas foi significativo, especialmente nos casos de síncope, dor torácica ou palpitação sintomática, a pessoa não deve simplesmente voltar ao treino sem uma avaliação médica”, orienta Vacanti.

O cardiologista afirma que a avaliação deve considerar idade, intensidade pretendida, sintomas, antecedentes e fatores de risco. Pessoas mais velhas que planejam exercícios vigorosos precisam de atenção especial, mas não necessariamente de uma bateria extensa de exames antes de caminhar ou realizar uma atividade leve.

Atendimento em parada cardíaca

No caso de Rachel Furtado, a equipe médica especializada chegou ao local 25 minutos após a ocorrência. Ela voltou a ter pulso depois de tentativas de reanimação com desfibrilador, mas sofreu outra parada cardiorrespiratória a caminho do hospital.

Em uma parada cardiorrespiratória, a primeira medida é verificar se a pessoa responde. Se estiver inconsciente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) deve ser acionado pelo número 192, com solicitação de um Desfibrilador Externo Automático (DEA).

Após chamar o socorro, devem ser iniciadas compressões no centro do tórax, de forma forte e rápida, permitindo o retorno completo do peito entre os movimentos. Para socorristas treinados, a orientação é realizar 30 compressões para duas ventilações.

Quando o DEA estiver disponível, os eletrodos devem ser posicionados conforme as instruções do equipamento. Durante a descarga, ninguém pode tocar na vítima. Depois, a reanimação deve ser retomada até o surgimento de sinais de vida ou a chegada da equipe de emergência.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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