O peito bovino é uma alternativa à costela e ao cupim para quem quer preparar um assado macio no forno. Apesar de ter fibras mais firmes e bastante tecido conjuntivo, o corte pode mudar de textura quando é submetido a baixa temperatura por um período prolongado.
A principal característica do preparo é a falta de pressa. O calor controlado permite que o colágeno presente na carne se transforme gradualmente, deixando as fibras mais macias. Em temperaturas altas por pouco tempo, o exterior pode dourar enquanto o interior continua firme.
Como preparar no forno
O peito pode ser temperado conforme a preferência e colocado em uma assadeira. Cobrir a peça com papel-alumínio ou usar uma tampa ajuda a manter um ambiente mais úmido e reduz a perda de líquidos durante o cozimento.
O tempo necessário depende do tamanho da peça, da temperatura escolhida e das características do forno. Em vez de seguir uma duração rígida, é importante acompanhar a textura. Se a carne ainda oferecer muita resistência ao ser perfurada, ela provavelmente precisa continuar no forno.
A gordura também participa do resultado. Durante o cozimento prolongado, parte dela derrete aos poucos e contribui para a umidade e o sabor. O excesso pode ser retirado depois que a carne estiver pronta, mas não é necessário eliminar toda a gordura antes de assar.
Temperos e ponto da carne
Sal e pimenta-do-reino bastam para uma versão simples. Alho, cebola, páprica, ervas e outros temperos podem deixar o sabor mais intenso. Legumes também podem ser colocados na assadeira para aproveitar os líquidos liberados pela carne.
O ponto ideal é aquele em que o peito pode ser cortado ou desfiado com facilidade. Após o cozimento prolongado, as fibras ficam mais macias e o corte ganha uma textura diferente da apresentada no início do preparo. Para o peito bovino, a combinação de temperatura baixa, tempo e umidade é o que favorece esse resultado.



